sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Conto de Natal de um adulto

Não  estava nem um pouco animada com o final deste ano e com o Natal. Em 2015, não vi minha filha, perdi minha avózinha adotada, meu gato, e minha sogra enfrenta um câncer terrível. E agora, pra piorar, não  teremos neve. Sei que é efêmero, mas todos adoram o floquinho branco que cai do céu e não  sou exceção. Sem grandes projetos gastronômicos para ceia de Natal, pois a mãe do Frank resolveu cozinhar, resolvi me arriscar numa Gingerbread House, que é a coisa mais fofa do mundo e é relativamente fácil de fazer, assar e decorar. Pesquisando em todo o mundo, ao invés de escolher uma receita americana ( vamos combinar, eles sabem muito sobre confeitaria e já vendem em toda esquina  as casinhas semiprontas com cola e tudo, ou moldes perfeitos de silicone), resolvi seguir a receita de uma menina brasileira e importar um molde de papel. Seria como aprender a fazer feijoada seguindo um site yankee. Claro que não deu certo; massa mole demais, mesmo ficando horas na geladeira. Chequei a receita, todas as medidas certas. Lutei muito pra recortar, tive que assar parede por parede e não deu tempo de colar e decorar; e ficaram paredes, esquisitas, feias mesmo , um desastre. A cola para as paredes também não funcionava. Frustrada, quase desistindo, fui pra ceia.
Senti saudade da Oma(vovó em alemão) e não pude chorar. Lá estavam a filha  do Frank com a filhinha dela de 6 anos e marido, além da minha sogra. A menina animadíssima com a visita do bom velhinho, iluminava a cena. Certa hora sumiram com a menina num quarto e colocaram um monte de caixas sob a palmeira; bem oportuno para os 16 graus de inverno alemão. Das duas uma, ou a menina é tida como idiota ou o Papai Noel é o The Flash, porque resolveu tudo em 1 minuto e meio. Tempos esquisitos em que criancas de até 9 anos acreditam em Papai Noel e têm Facebook, tablet, celular. No decorrer da conversa levei várias pequenas broncas ao dizer a palavra “comprou”, pois tudo deveria ser presente do bom(e chato) velhinho.
Pois bem, brincamos um pouco com a pequena, que ganhou exatamente o que todas as meninas do mundo estão ganhando, peças de encaixar com princesas e depois, finalmente, jogamos bola.
Voltávamos ainda cêdo pra casa, moramos à  menos de 1 km de distância, de carro, ruas vazias quando um senhor de vestes vermelhas sozinho na calçada do meu lado nos chamou a atenção. Ele acenou e abriu um sorriso largo. Eu e o Frank começamos a gritar e rir como duas crianças. Era o próprio! Sozinho, sem renas e com o saco ainda cheio, Estava se encaminhando pra entrega provavelmente! Ainda bem que não estava sozinha. O celular no fundo da bolsa, claro. Não deu tempo de registrar e talvez tenha sido melhor assim, registramos para sempre, de onde  não se perde. Mas não era um qualquer era lindo, perfeito! Tipo da Disney ou da CocaCola!
No outro dia levantei cêdo, pesquisei uma cola decente e fiz minha casinha.
PS: claro que não acredito em Papai Noel, assim como não  acreditava que poderia fazer a casinha.
Feliz Natal pra todos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bolo de Coca Cola da Dona Maria

Em homenagem à minha querida mãe, trago para vocês um delicioso bolo que ela fazia como ninguém. Nos dias de aniversário, depois que ela arrumou esta receita, não faltava esta maravilha em cima da mesa. Sem cobertura ou recheio, já que minha mãe era pessoa muito simples. Eu não sou nem um pouco mais refinada, sou porém leonina e Leão adora pavonear. Então inventei um recheio com mascarpone e geleia de frutas vermelhas, muito simples, só misturar. E uma cobertura de Ganache com chocolate meio amargo e creme de leite fresco. Não fica um pedaço para contar a história.

Bolo Coca Cola

Ingredientes:

Para a massa: 3 xícaras de farinha de trigo
                       5 ovos
                       290 ml de Coca Cola
                       1 colher de sopa de fermento em pó
                       3 xícaras de acucar
                       1 xícara de chocolate em pó
                       100 g de manteiga

Para regar o bolo depois de pronto:
4 colheres de acholatado
1 colher sde sopa de manteiga
3/4 de xícara de leite


Para o recheio: 1/2 kg de mascarpone com cerca de 300 g de geléia de frutas vermelhas


Para a cobertura: uma ganache de 350 g chocolate em barra picado (meio amargo e ao leite)  e creme de leite fresco(250 ml)


Modo de fazer: veja o vídeo, por favor


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Bom dia, meus amores! A coisa está ficando séria e peco a gentileza de vocês e um pouco de paciência para eu me acostumar com este mundo de posts, respostas, publicação aqui  e ali.Trabalhando bastante! Uma ótima semana para todos!

Empanada da Aline YT 13

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Prima rica do Pavê. a Charlotte tem como característica não ser "mergulhada" num Pyrex e sim surgir linda e maravilhosa com paredes de biscoitos, esplendorosa; pronta para ser enfeitada para uma ceia de natal, por exemplo. Como esta parede sustenta sua estrutura, estes biscoitos não devem ser amolecidos, o que dá uma crocância extra na hora de saborear. Nesta usei metade Mascarpone e metade creme de leite batido com duas colheres de acucar. Leve à geladeira ao montar cada camada para dar uma estrutura mais firme. Primeira camada, a da base, com frutas vermelhas(mais creme branco), segunda com geleia(mais creme branco) e a de cima só frutas adocicadas e o creme branco por cima com o grande final das frutas selecionadas enfeitando todo o prato. A quantidade de biscoitos, creme e fruta vai depender do tamanho da sua vasilha. Usei 3 pacotes de biscoito, muitas frutas e 500 g de Mascarpone e de creme de leite fresco batido com 2 colheres de acucar de confeiteiro para dar boa consistência distribuidos nas camadas. À parte de cima do Mascarpone foi acrescentada 3 gotinhas de baunilha. Não fica muito doce.   Boa sobremesa!


domingo, 1 de novembro de 2015

A Hallownização do mundo


Um par de pirralhos tocam a campainha, ia abrir e marido reclama: hoje não é dia destas crianças pedirem doce, é só em  Novembro aqui na Alemanha. E apesar de estar com os armários cheios de doces,  achar uma pena em não utilizar a ocasião para livrar-me finalmente deles, dos doces claro, respeito, afinal ele vive aqui há 50 anos e eu só conhecia Cosme e Damião do Brasil, que já passou e nem precisávamos escutar musiquinhas esquisitas de crianças desafinadas. Era tudo organizado  em democráticos saquinhos de papel  fechados que você só ia saber da sua sorte quando chegasse em casa. Pois bem, não é que recebo a notícia  que as crianças estão fazendo o mesmo no Brasil, pedindo doces ou travessuras, ou dinheiro. Como? Que página do livro me rasgaram? Que piada sem graça é esta? Totalmente fora do contexto, afinal o que elas estão comemorando o ano novo Celta, o fim da colheita ou o início do inverno? Brincar de dia de bruxas, colocar fantasias fora do carnaval tudo bem, é uma brincadeira, típica de crianças e adultos mais animados, mas comemorar Halloween  no Brasil é um erro geográfico, histórico, meteorológico e moral, agora que estão pedindo dinheirinho mesmo, senão tiver doce. Que americanização infinita é esta, pais destas crianças, não só no Brasil, mas pelo mundo à fora?  Pelo menos aqui estamos mais “próximos” dos celtas, é o fim da colheita e há a preparação para o meses  escuros  de inverno. Fica então só a folga das crianças( e dos pais) em se beneficiarem  de duas datas distintas para fazerem a mesma brincadeira. Achei que a influência da sociedade americana fosse diminuir com a globalização, mas não contava com a astúcia de Hollywood. E não me admiro mais se ver fotos de  esquimós fantasiados de baianas  zumbis ou crianças pataxós mendigando chicletes ano que vem...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Bolo de nada, bolo de bolo, bolo neutro




E então, chega sua amiga e diz: meu bolo nunca dá certo. Já tentei de várias formas, mas nunca consigo; seus problemas acabaram. Eis a receita simples que sempre dá certo, mas nunca esqueça: forno bem pré-aquecido, produtos de qualidade e frescos e forma bem untada e enfarinhada. 

Bolo Simples

Ingredientes: 3 xícaras de farinha de trigo
                        2 xícaras de acucar
                        1 xícara de chá de leite
                        200 g de manteiga temperatura ambiente
                        4 ovos
                        2 colheres de chá de fermento
                        1 pitada de sal

Coloque o forno á 180 graus para aquecer. Unte sua forma, enfarinhe. Fermento e sal numa vasilha. Na batedeira ou na mao, bata a manteiga com o acucar até ficar cremoso, Ovos um à um. Depois alternados o leite e a farinha. Por final o fermento e dê mais uma batida rápida.A massa está pronta.

Abaixe o forno para 160 graus. Forma no forno com a massa. Dá de 40 à 50 minutos.
Bom bolo!




quinta-feira, 22 de outubro de 2015

  Diz-que por volta do século XVIII na região de Minas Gerais e Goiás os fazendeiros não tinham acesso ao trigo que era importado e caro e resolveram fazer seus pães com a farinha que tinham disponível; o polvilho, pois a mandioca se encontrava em quase todo o país. Na mesma época houve uma super produção de queijo na região e para não se perder o produto, resolveu-se acrescentá-lo na receita. O resultado foi o delicioso pãozinho de queijo que pode ser feito com o polvilho azedo, doce ou com a combinação de ambos. Quanto mais queijo, mais ele vai dar aquela puxadinha quando aberto quente. A receita a seguir é feita com o polvilho doce, que de doce não tem nada.

 Pão de queijo

Ingredientes:   400 g (cuidado na embalagem brasileira vem 500g, guarde os 100g para um pão de queijo de frigideira) de polvilho ou amido doce.

                          200 g de queijo (Minas, Gouda, qualquer um de seu gosto amarelo) ralado. Coloco um pouquinho mais, de 200 à 300g fica bacana.

                      2 ovos grandes

                      Um pitada  "grande " de sal

                      75 ml de leite

                      75 ml de água

                      75 ml de óleo

  Misture os 3 líquidos e leve-os a ferver. Reserve. Numa outra vasilha coloque o amido, o sal. Quando os líquidos tiverem esfriado um pouco , jogue-os em cima, misture bem. Coloque os ovos, mexa novamente e por último o queijo. Mexa muito bem e leve tudo por duas horas à geladeira coberto com filme plástico para poder fazer as bolinhas.
Aqueça em forno à 180 graus Celsius.

  Sirva com chá ou com café; sucesso garantido.



sábado, 17 de outubro de 2015

De origem russa, o Strogonoff ou Strogonov, foi aperfeiçoado por um soldado cozinheiro do czar Pedro, o Grande. O superior deste soldado assim era chamado: Strogonov. Conta-se que  a origem mesmo vem das guerras onde soldados conservavam as carnes em pedaços picados usando sal e/ou álcool.Posteriormente, com a Revolução Francesa e a imigração dos russos para a Europa, a receita chegou à Franca onde foi mais aperfeiçoada ainda e está entre os 10 pratos mais vendidos do mundo.

domingo, 11 de outubro de 2015

A síndrome da poltrona confortável

Alguém já se sentou em uma poltrona, sentiu-se confortável e nunca mais quis sair dali? Maravilhosa sensação, tudo encaixadinho, seu peso desapareceu, gravidade na boa, ninguém te perturba. Muito bem e bom. E ai? Quanto tempo vai ficar ai? Será que é mesmo isso tudo que você achava no início? E se você mexer um tantinho pra esquerda? Ou pra direita? Esticar a perna talvez e alcançar a mesa da frente. Virar de cabeça pra baixo. Experimente. Ah sim, os outros sentados em seus sofás se incomodarão...garota tá tão bem na poltrona, fica inventando moda. Pois invente mesmo! Deixe os donos da verdade com teias de aranha pra lá e mova-se! Se você se mexe muito eles dizem que você não tem modos, se se mexe pouco é uma múmia. Então, deixe as críticas dos eternamente afundados em seus sofás e viva as suas  posições, afinal o bumbum é exclusivamente seu! A propósito, a alegoria serve para a vida!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Comer bem, servir também comecando...














































Por uma comida mais simples, nem por isso menos bela. Comeco aqui meu Blog , onde divido receitas e idéias. Não sou Chef de cozinha, cozinho por hobby e tentarei compartilhar  coisas que venho aprendendo na minha caminhada de apreciadora da boa comida. Não sou nutricionista, e a  decisão  de comer mais saudável é individual.. Não sou fundamentalista; cometo meus "pecados" e também como fastfood  de vez em quando. Bem de vez em quando, pois nada como uma comida fresquinha feita  com carinho. Comer é necessidade fisiológica, cozinhar é um ato de amor.

Sejam bem vindos!