quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Prima rica do Pavê. a Charlotte tem como característica não ser "mergulhada" num Pyrex e sim surgir linda e maravilhosa com paredes de biscoitos, esplendorosa; pronta para ser enfeitada para uma ceia de natal, por exemplo. Como esta parede sustenta sua estrutura, estes biscoitos não devem ser amolecidos, o que dá uma crocância extra na hora de saborear. Nesta usei metade Mascarpone e metade creme de leite batido com duas colheres de acucar. Leve à geladeira ao montar cada camada para dar uma estrutura mais firme. Primeira camada, a da base, com frutas vermelhas(mais creme branco), segunda com geleia(mais creme branco) e a de cima só frutas adocicadas e o creme branco por cima com o grande final das frutas selecionadas enfeitando todo o prato. A quantidade de biscoitos, creme e fruta vai depender do tamanho da sua vasilha. Usei 3 pacotes de biscoito, muitas frutas e 500 g de Mascarpone e de creme de leite fresco batido com 2 colheres de acucar de confeiteiro para dar boa consistência distribuidos nas camadas. À parte de cima do Mascarpone foi acrescentada 3 gotinhas de baunilha. Não fica muito doce.   Boa sobremesa!


domingo, 1 de novembro de 2015

A Hallownização do mundo


Um par de pirralhos tocam a campainha, ia abrir e marido reclama: hoje não é dia destas crianças pedirem doce, é só em  Novembro aqui na Alemanha. E apesar de estar com os armários cheios de doces,  achar uma pena em não utilizar a ocasião para livrar-me finalmente deles, dos doces claro, respeito, afinal ele vive aqui há 50 anos e eu só conhecia Cosme e Damião do Brasil, que já passou e nem precisávamos escutar musiquinhas esquisitas de crianças desafinadas. Era tudo organizado  em democráticos saquinhos de papel  fechados que você só ia saber da sua sorte quando chegasse em casa. Pois bem, não é que recebo a notícia  que as crianças estão fazendo o mesmo no Brasil, pedindo doces ou travessuras, ou dinheiro. Como? Que página do livro me rasgaram? Que piada sem graça é esta? Totalmente fora do contexto, afinal o que elas estão comemorando o ano novo Celta, o fim da colheita ou o início do inverno? Brincar de dia de bruxas, colocar fantasias fora do carnaval tudo bem, é uma brincadeira, típica de crianças e adultos mais animados, mas comemorar Halloween  no Brasil é um erro geográfico, histórico, meteorológico e moral, agora que estão pedindo dinheirinho mesmo, senão tiver doce. Que americanização infinita é esta, pais destas crianças, não só no Brasil, mas pelo mundo à fora?  Pelo menos aqui estamos mais “próximos” dos celtas, é o fim da colheita e há a preparação para o meses  escuros  de inverno. Fica então só a folga das crianças( e dos pais) em se beneficiarem  de duas datas distintas para fazerem a mesma brincadeira. Achei que a influência da sociedade americana fosse diminuir com a globalização, mas não contava com a astúcia de Hollywood. E não me admiro mais se ver fotos de  esquimós fantasiados de baianas  zumbis ou crianças pataxós mendigando chicletes ano que vem...